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terça-feira, 20 de julho de 2010

Eleições 2010

É indiscutível a necessidade de todo cidadão participar e acompanhar de forma efetiva a política de seu país. Aquele papo de que não gosta de política não cola. O ser humano é político por natureza. Desde o momento em que começa a escolher entre o que gosta e o que não gosta, o sujeito já está usando o artifício da seleção, coptando o que mais lhe agrada e este é um artifício extremamente político.
No decorrer da vida são muitas as escolhas que o individuo tem de fazer. Seja nos relacionamentos, seja na vida profissional, seja nas decisões do cotidiano.
É verdade que quando se escolhe algo, se age come eleitor; no entanto, em muitos momentos fica clara a condição de candidato; como por exemplo, nos relacionamentos amorosos, nos relacionamentos de trabalho e em qualquer outra relação em que aja concorrência.
Toda essa ladainha, toda essa introdução pra dizer o quanto é difícil ser eleitor no Brasil. Quem se dispõe a cumprir com o dever cívico da forma mais correta, acompanhando atentamente a política do país, tem que ter estomago de medico legista.
Bastou começar a campanha eleitoral para aparecerem as denuncias contra os adversários. A estratégia dos partidos parece simples; um concorrente faz uma acusação qualquer ao outro, desvia o foco da mídia que passa a ter como pauta o desenrolar dos fatos, a investigação sobre o suposto delito, e não questiona o programa de governo dos candidatos. Até que chega o dia da votação e o eleitor vai votar sem ter o mínimo de informação para escolher o seu futuro governante.
As empresas publicitárias deveriam proibir o uso do termo “propaganda” nas campanhas eleitorais; porque propaganda é divulgação de produto ou serviço, ou seja, é apresentar o que se tem para oferecer; e o que se ver nas campanhas políticas é apresentação dos podres e/ou supostos podres dos adversários.
Faltam pouco mais de dois meses para a eleição de nosso futuro Presidente e até agora o que se ouviu mais foi acusações. Primeiro sobre um suposto dossiê; e agora, sobre envolvimento com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC); o que remete a envolvimento com narcotráfico.
É a historia do macaco que não olha pro rabo.
Quando se procura muito, erros dos outros, é porque quer esconder os próprios erros.
Tem político no Brasil que só tem um objetivo na política: Fazer currículo.
Ocupar o maior número possível de cadeiras no menor espaço de tempo. Aí, assume uma cadeira e entrega a outro que não foi eleito para tal, para se candidatar a outra e assim sucessivamente até que o eleitor acorde e o queime de vez do cenário político nacional.
Já estive pensando para quem o candidato José Serra (PSDB-SP) vai entregar o Brasil, caso se eleja Presidente. Obama ou Cháves?
Quem sabe ele eleito faça uma reforma política e reduza os mandatos em geral para 2 anos; afinal ele não consegue ficar 4 anos ocupando uma cadeira.

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