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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Fim do jornal impresso

Jornal inglês com quase 300 anos será só on line - Foto Bing
As discussões em torno do futuro do jornal impresso continuam surgindo a todo instante e em lugares diversos.
Apesar desse assunto ainda incomodar algumas pessoas que insistem em não ver a realidade de hoje, a verdade é que não se está decretando o fim do impresso como algumas pessoas acham.
Revistas e livros são temáticos e transmissores de pesquisas; no caso dos livros ainda podem ser de ficção e isso lhes dará um pouco mais de vida; mas, o jornal impresso, como transmissor de notícia já está atrasado e diante das novas tecnologias vai ficando esquecido.
Eu me formei em jornalismo em 2011. O tema que escolhí para o meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi: "O futuro do jornal impresso como fonte de informação".
Mesmo contrariando a opinião dos meus professores, minhas pesquisas indicaram que o impresso "jornal" tende a perder popularidade, consumo e consequentemente, interesse de investidores dessa área em continuar produzindo jornal impresso.
As novas gerações já nascem conectadas à internet, e, como os leitores de jornais (em sua maioria pessoas com mais idade) não viverão eternamente, o produto jornal impresso tende a ficar encalhado nas bancas.
A gratuidade, a redução do formato (de standard para tabloide) já foram alternativas para tentar segurar os leitores.
Lamentável para os mais apaixonados por leituras de jornais, mas, a tendência é que esse produto cada vez mais deixe de ser produzido.
Li recentemente que o Lloyd's List (Londres) com quase 300 anos de existência vai encerrar sua publicação impressa em dezembro de 2013.
O mesmo já aconteceu com outros jornais tradicionais em diversos países.
Nos resta manter a gratidão a Gutenberg pela invenção da prensa, e aceitar a nova realidade dos meios de comunicação.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O mercado da política e seus estabelecimentos comerciais

Naturalmente ninguém sente saudade da ditadura. Quase trinta anos após o “fim” do regime no Brasil, muita gente ainda sofre com o desaparecimento de parentes e amigos ou até por lembranças próprias do regime militar.
É inegável também que a abertura política foi e continuará sendo importante e benéfica para o país; mas, confesso que muitas vezes imagino se não seria mais fácil para o eleitor se só existissem dois partidos, como naquela época; quando o eleitor só tinha que escolher seus representantes entre os candidatos que representavam a Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e os representantes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), atual PMDB.
Com a abertura política e a liberdade para se criar novos partidos, a política virou negócio e partido político estabelecimento comercial.
Parece que os nossos políticos ainda não se deram conta de que o eleitor de hoje, muito mais informado que o de trinta anos atrás, já percebeu que a corrupção no país tem uma ligação muito forte com os partidos políticos.
Pesquisas já mostraram essa desconfiança do eleitor para com os partidos e recentemente, isso foi demonstrado nas manifestações ocorridas pelo Brasil.
Indiferentes à aversão dos novos eleitores, (considerando a faixa etária dos manifestantes que se dizem a partidários), os políticos continuam criando novos partidos; seus próprios partidos, ou seja, seus próprios estabelecimentos comerciais.
Atualmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem registrados oficialmente 30 (trinta) partidos.
Nos últimos dez anos foram criados: o Partido Republicano Brasileiro (PRB) e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) ambos em 2005, o Partido da República (PR) em 2006, o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Pátria Livre (PPL) em 2011 e o Partido Ecológico Nacional (PEN) em 2012.
São tantas siglas nesse “mercado”, que na busca desesperada por novos nichos de “consumidores”, eleitores, os políticos já começam a deixar de lado os termos como: Democracia, Socialismo, República, Liberdade, Trabalhista... e passam a se utilizar de termos como: Verde, Sustentabilidade, Ecologia, Solidariedade e sabe-se lá até onde vai a criatividade desse pessoal que está sempre bem assessorado por marketeiros profissionais.
Como se os trinta partidos oficiais de hoje não fossem suficientes para enojar o eleitor, a Marina Silva, a quem admiro pela história de vida, luta para introduzir mais um; o Rede Sustentabilidade, que de acordo com as nomenclaturas atuais deverá se popularizar como PRS.
Seguindo a tendência do mercado, o ex-sindicalista Paulo Pereira da Silva, popularmente conhecido como Paulinho da Força por sua atuação na direção da Força Sindical, depois de anos na direção do PDT, também está correndo atrás de apoio para criar o seu próprio partido, o Solidadriedade ou PS, como deverá se chamar caso venha a ser criado.
Voltando às manifestações populares iniciadas em junho desse ano, motivadas inicialmente pelos reajustes das passagens do transporte público e a busca pelo passe livre, e, posteriormente aderidas por outros seguimentos, lembro que muitos dos manifestantes se diziam a partidários; o que acabou gerando algumas discussões na mídia, por se considerar que a ausência de partidos caracterizaria fascismo.
Naturalmente não sou especialista no assunto, porém, não vejo dessa forma.
De acordo com o regime político brasileiro atual, conforme o Capítulo IV, artigo 14, Parágrafo 3º, inciso V da Constituição Brasileira, entre as condições de elegibilidade, ou seja, para concorrer a um cargo político o candidato precisa estar filiado a um partido.
No entanto, essa mesma constituição que foi promulgada em 05/10/1988, hoje mais parece uma colcha de retalhos, mediante a quantidade de emendas que já recebeu.
De forma que baste uma dessas PEC’s (Pedido de Emenda Constitucional), que são tão comuns em Brasília, para desobrigar a filiação partidária; trocando essa filiação por um registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
E é importante lembrar que esse registro de candidatura no TSE já é obrigatório e é efetuado pelos partidos, quando lançam um candidato nos períodos eleitorais, o que torna o partido apenas uma espécie de intermediário entre o candidato e o órgão que normaliza sua candidatura.
A extinção dos partidos a meu ver não significa implantação de regime fascista; basta que se tire de uma lista de candidatos oficialmente registrados no TSE para concorrer a uma cadeira no legislativo (Senadores, Deputados e Vereadores), os mais votados pelos eleitores, para assumir a titularidade, as cadeiras disponíveis; e na seqüência de votados, os respectivos suplentes.
Para o executivo (Presidente, Governador e Prefeito) pode-se utilizar o mesmo processo, porém, com obrigatoriedade de segundo turno entre os dois mais votados; apenas para que os eleitores decidam quem dos dois será o titular, ficando o outro como vice.
Portanto, a ausência de partido além de não tornar o regime de governo fascista, fortalece a Democracia, pois, coloca no poder os mais votados pelos eleitores, acaba com os fatores eleitoral e partidário, e mantém o regime Democrático Parlamentarista.
Diga-se de passagem, dentro da prometida Reforma Política, já se falou na possibilidade de candidatura independente, sem filiação partidária.
É evidente que para os proprietários de partidos esse assunte deve ser esquecido; porém, se a Reforma Política acontecer e abrir esse precedente, em pouco tempo a grande maioria dos políticos estará se desfiliando de seus partidos e partindo para candidaturas independentes a fim de conquistar os novos eleitores.
Ai, o mercado de partidos vai desvalorizar, será o fim dos partidos políticos.
Será?
Seria uma vitória da população?
O que seria feito com a grana do fundo partidário que é distribuída para os partidos?
E como ficaria o horário eleitoral obrigatório?
Sinceramente, você acha que eu estou delirando?
Comente, entre em contato, dê sua opinião.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Estados Unidos - Paizão do planeta

Há tempos os Estados Unidos se considera o paizão do planeta.
O país vive interferindo nos governos alheios e enquanto se faz campanhas contra violência e guerras os americanos não conseguem viver longe de um conflito armado.
Como o forte da industria americana é a industria bélica, o que parece é que os americanos precisam das guerras para continuar produzindo as armas.
Ninguém em sã consciência pode ser a favor de uma Ditadura nem da violência contra inocentes; mas, antes de se invadir uma nação legitima, é preciso ter certeza de que a intervenção será benéfica para seu povo.
A Organização das Nações Unidas (ONU) deveria ser respeitada, o que não tem sido quando o governo americano se sente no direito de desobedecer e agir por conta própria, como ocorreu com a invasão do Iraque, com base numa acusação que não se confirmou.
Agora, a bola da vez para o governo americano é a Síria sob a acusação de uso de armas química, mesma acusação que foi feita ao Iraque. 

Com essa mania de se achar o responsável pelo planeta o governo americano se sente no direito de invadir a privacidade de outros governos, inclusive o governo brasileiro, como mostra a matéria do site bbc a seguir.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/09/130902_dilma_espionagem_reacao_dg.shtml

sábado, 24 de agosto de 2013

Agora é norma; protestar pode, esconder a cara não

Desde o inicio dos protestos, eu tenho questionado aqui, a ação de pessoas mascaradas ou com rostos cobertos, que se valem desses artifícios para destruir patrimônios alheios e saquear lojas.
Como já disse antes, na minha visão, não são manifestantes, são bandidos.
Também não entendo a reação contrarias a ação da policia contra esses infratores.
Nessa quinta-feira(22), finalmente alguém resolveu se valer da nossa lei máxima, a Constituição Brasileira, que é muito clara quando trata dos direitos e deveres fundamentais.
A atitude da Secretaria de Defesa Social do Estado de Pernambuco (SDS) de solicitar identificação de quem utilizar máscaras em protestos, poderia ter sido tomada há muito tempo, nos grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro, onde os protestos foram mais freqüentes e as badernas mais intensas.
Foto Google
Com base no Titulo II, Capítulo I, Artigo 5º, Parágrafo IV da Constituição Brasileira, que diz: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”; a Secretaria, através do titular da pasta Wilson Damázio teve uma atitude corajosa, que será certamente uma medida importante para por ordem nas manifestações, de forma a contribuir com as pessoas que vão às ruas com o legítimo propósito, de cobrar das autoridades, justamente o que a Constituição nos garante: direitos e garantias fundamentais.
Não se discute o direito de protestar, de reivindicar, de cobrar das autoridades, lisura no uso da função pública; no entanto, quem se dispõe a lutar pelo bem da sociedade, não tem vergonha nem medo de mostrar a cara.

Quem se esconde, o faz porque sabe que seus atos não serão bem vistos pela sociedade.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Corinthians põe o Luverdense no cenário do futebol mundial

Quando ocorreu o sorteio para formar os confrontos nessa fase da Copa do Brasil, provavelmente muitos torcedores e times torceram para ter como adversária uma das duas surpresas desta fase da competição, o Salgueiro do estado de Pernambuco e Luverdense do estado do Matogrosso.
Os “contemplados” foram respectivamente, Internacional e Corinthians. O Inter pega o Salgueiro nessa quinta-feira no Rio Grande do Sul e depois do que aconteceu com o time paulista nessa quarta-feira em Matogrosso, o time gaucho deve ser cauteloso diante de seu adversário.
O Corinthians por sua vez não se precaveu e acabou descobrindo que, o que para muitos parecia ser um adversário fácil, se transformou em um pesadelo, pelo menos até a próxima semana quando as equipes farão a partida de volta no Pacaembu em São Paulo.
O timão além de apresentar um futebol longe daquele que o levou ao título do mundial interclubes, ainda encontrou um adversário bem armado na defesa e com um bom toque de bola.
O Luverdense não se intimidou diante do atual campeão mundial e no final ainda fez o que nem o mais pessimista dos Corintianos ousaria imaginar, venceu o timão por 1 a 0.
Por se tratar de uma partida envolvendo o atual campeão mundial e uma equipe da terceira divisão do futebol brasileiro, o fato deve ganhar repercussão na mídia esportiva internacional.
O gol do time mato-grossense foi marcado pelo Misael que ajeitou a bola com mão aos 44 minutos do segundo tempo para chutar a gol, o que deve ter deixado feliz o torcedor do Coritiba, já que no último final de semana o Corinthians venceu o time paranaense em São Paulo pelo brasileirão com um gol de pênalti inexistente.
Na partida de volta no Pacaembu na próxima semana o Corinthians precisa vencer o Luverdense por mais de um gol para passar à próxima fase, uma vitória simples levará a decisão às penalidades; ao Luverdense basta um empate para continuar na competição.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Justiça do homem quer ser mais rigorosa que a justiça divina

Ariel Castro - Foto Bing Imagens
O ex-motorista Ariel Castro que manteve três mulheres em cativeiro no estado de Ohio, Estados Unidos, violentando-as por mais de dez anos, foi condenado nessa quinta-feira (1), à prisão perpétua e a mais 1 mil anos de prisão.
Como muitas coisas no Brasil foram criadas tendo-se como base modelos americanos, não é difícil entender porque por aqui se condena criminosos a 200, a 300 anos, penas que jamais serão cumpridas, pois, os condenados não viverão o suficiente para cumpri-las.
Alguém pode me explicar qual o sentido de condenar uma pessoa à prisão perpétua e a mais 1 mil anos?
Conforme o dicionário Houaiss, “perpétuo” significa:  1-“que dura sempre; eterno” – e “Houaiss” exemplifica: Só a justiça de Deus é perpétua. 4-“que é vitalício”
Se perpétuo quer dizer “eterno”, “vitalício”, a prisão perpétua já significa que o indivíduo vai ficar preso até o fim da vida; o que segundo Houaiss, só Deus pode aplicar tal sentença.
Sendo assim, ao aplicar uma pena superior à expectativa de vida do réu, a justiça do homem me parece querer ser mais rigorosa que a justiça divina.
Aplicar além de uma prisão perpétua mais 1 mil anos, a um indivíduo que de acordo com a expectativa de vida não viverá 100 anos, a meu ver é injustificável.
Não estou aqui defendendo impunidade. Porém, entendo que a justiça humana precisa ser realista. Ou teremos que descobrir uma forma de manter “almas, espíritos” presos depois da desencarnação dos indivíduos que cumprem penas desse tipo.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Galo mineiro acredita e conquista a América

O capitão Rever ergue a taça e o time comemora - Foto Yuri Edmundo/Gazeta Press
Mesmo tendo que reverter um placar de 2 a 0, resultado da primeira partida da final da Copa Libertadores da América, o Atlético Mineiro conquistou na madrugada desta quinta-feira (25) no estádio do Mineirão, o seu primeiro título da competição.
O adversário, o Olímpia do Paraguai que havia vencido o primeiro jogo em casa por 2 a 0, valorizou ainda mais o titulo do Galo mineiro por jogar bem postado na defesa e usar com qualidade os contra-ataques.
Depois de um primeiro tempo em 0 a 0 a torcida continuou com o grito de "eu acredito"; o Atlético também continuou acreditando e no primeiro minuto de jogo na segunda etapa, esperto na área o atacante Jô aproveitou uma falha do zagueiro uruguaio e abriu o placar.
O torcedor do Galo inda sofreu muito até soltar o grito e comemorar o segundo gol aos 40 minutos, marcado por Leonardo Silva de cabeça.
Veio a prorrogação e os dois times decidiram não se arriscar. Depois de um 0 a 0 na prorrogação a foi para as penalidades e novamente brilhou a estrela do goleiro Vitor do Atlético, que, como já havia feito em partidas anteriores, defendeu a primeira cobrança do time uruguaio.
O quinto cobrador uruguaio também perdeu o pênalti ao chutar na trave, e ai, nem foi  preciso o Ronaldinho bater; o Atlético comemorou a conquista do seu primeiro titulo da América, o quarto consecutivo de time brasileiro.
Não faltou destaques nessa conquista do Galo. O torcedor certamente vai lembrar sempre das defesas do goleiro Vitor; mas, também não vai esquecer do artilheiro da competição Jô com sete gols, do incansável Ronaldinho Gaúcho, do menino Bernard que terminou a partida com câimbra, enfim, desse "Galo forte vingador" que dominou a primeira fase da Copa libertadores de forma brilhante e que levou 60 mil torcedores ao Mineirão para gritar "eu acredito" e empurrar o time à vitória.
Parabéns ao Clube Atlético Mineiro, parabéns ao torcedor do Galo.