Apesar de gostar de acompanhar o futebol, não costumo freqüentar estádios. Neste Domingo 19/10, sabendo que Palmeiras e São Paulo se enfrentariam no estádio do Pacaembu as 16:00hs, pensei que seria uma ótima oportunidade para colher informação para uma matéria sobre vendedores ambulantes. Queria saber quais são as expectativas deles com relação à Copa do Mundo no Brasil em 2014 e as Olimpíadas em 2016.
Por volta de meio dia, peguei meu equipamento de áudio e vídeo, acrescentei um tripé contando com a possibilidade de fazer entrevistas em vídeo e com a certeza de voltar de lá com um bom material para confeccionar a minha matéria, rumei à Praça Charles Müller.
Chegando ao local, Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o popular Pacaembu, pra minha surpresa, não havia uma barraca de churrasco, cachorro quente, bebidas, nem mesmo de camiseta, bonés e bandeiras das equipes.
Procurei um lugar para estacionar, deixei o equipamento dentro do carro e me dirigi à Praça Charles Muller. Encontrei dois verdadeiros vendedores ambulantes, aqueles que ficam com a mercadoria nas costas e circulam pelo local à procura de eventuais clientes. Ambos com bandeiras, bonés, faixas e camisetas do Palmeiras, já que eu estava justamente em frente ao portão reservado para entrada da torcida palmeirense.
Decidi me aproximar dos dois e colher algumas informações com relação à ausência de barracas e dos camelôs no local. Foi aí que descobri que nem mesmo eles tinham permissão para trabalhar ali e que o tempo todo tinham que estar com “um olho no peixe e outro no gato”, ou seja, um olho no cliente e outro na GCM (Guarda Civil Metropolitana) que os perseguem e tomam as mercadorias.
Sempre soube da proibição do comercio ambulante sem licença da prefeitura e concordo que tem que haver um controle, mas proibir todo e qualquer comercio fora dos estádios em dias de jogos, para mim é cortar pelo menos vinte por cento do espetáculo.
Ninguém é obrigado a comprar nas barracas. Desde que sejam legais, é um serviço público pra suprir as necessidades do público, antes e depois do evento.
Conversei com vendedores de bebidas que assim como os vendedores de bandeiras andam de um lado para outro com caixas de isopor e mal conseguem atender um cliente, tem que fugir da GCM. Percebi que há uma certa revolta dos ambulantes, com a ação da GCM e com a Prefeitura de São Paulo por causa do que eles chamam de perseguição.
Falei também com torcedores do Palmeiras que reclamaram da falta principalmente de barracas de alimentação e bebidas. Segundo eles, dentro do estádio tem vendedores ambulantes, mas o preço e as mercadorias oferecidas não agradam.
Fui ouvir o outro lado da história, a GCM. Segundo os guardas com quem eu conversei, a proibição do comercio ambulante é para quem não é cadastrado na Prefeitura e não se limita às proximidades dos estádios e sim em qualquer ponta da cidade.
Conclusão: as expectativas dos ambulantes com relação à Copa e as Olimpíadas, não são animadoras. Eles acham que se hoje já tem esse controle, na Copa a fiscalização será muito mais rigorosa.

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