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sexta-feira, 28 de março de 2014

Protestos contra a copa no Brasil: Energia desperdiçada


Com a proximidade do início efetivo da capa do mundo no Brasil a tendência é que as ondas de protestos ganhem intensidade.
O fato de a mídia mundial estar com seus holofotes voltados para o país da copa, por si só, já é motivo para que manifestações aconteçam.
O que na minha visão é inútil, é se gastar energia, causar transtorno à população com manifestações que pautam temas irreversíveis como tem ocorrido contra a realização da copa.
A realização da copa do mundo no Brasil é fato, já está acontecendo e queira ou não a população, vai se concluir.
Discurso atrasado - Foto Internet
Apesar de o futebol ser a grande paixão da maioria dos brasileiros, poucos gostariam de ver tanto dinheiro sendo gasto com a realização da copa do mundo de futebol no País, enquanto muitos sofrem em corredores de hospitais à espera de um atendimento médico; quando não se tem um transporte público digno; quando a população vive a angústia da incerteza do que vai encontrar na próxima esquina, diante da insegurança e da impunidade estabelecida no Brasil.
No entanto, o momento de protestar contra a realização da copa do mundo no Brasil, na minha opinião, já ficou para trás. Quem não gostaria de ver esse evento sendo realizado aqui, deveria ter protestado a dez, doze anos atrás, quando o país lançou sua candidatura a sede da copa.
Como diria o Zagalo, “aí sim”, o protesto seria válido, pois estaria pelo menos tentando evitar que o país gastasse a fortuna que está gastando com as construções de estádios e outras obras voltadas exclusivamente para a realização da copa.
Protestar, se manifestar contra algo com o qual não concorda é um direito legítimo e louvável, porém, contra fato irreversível é desperdiçar energia.
Contra os percalços do dia-a-dia - Foto Internet
Vamos protestar contra o péssimo atendimento na saúde, contra a violência na cidade, contra o insuportável transporte público, contra o código penal ultrapassado, contra a hipocrisia de se condenar criminosos a mais de 100 anos de prisão, quando a expectativa de vida é 70 anos e o código penal não permite que alguém fique mais de 30 anos recluso.
São tantos temas que efetivamente merecem ser discutidos em busca de melhorias, e que deveriam ser levados para as ruas a fim de pressionar as autoridades a promoverem as mudanças necessárias, e, no entanto, gasta-se energia com manifestações contra um evento que já está acontecendo e não será interrompido.
Só seremos levados a sério, quando tivermos a consciência de lutar por algo possível.    

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